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Eu, escroto e o drogado

Eu falei ontei aqui indagando o que será que alguem está procurando quando digita “eu” nos motores de busca e não é que o “Eu” esteve aqui? E não só ele, houve um boom hoje, 12 pessoas passaram por aqui até agora, acreditem, 12 … já atingindo a incrvel marca dos 55 hits … isto é incrível hauahuhauhauhauaua bom, o tal do “Eu” que com certeza foi mais um paraquedista, fez questão de deixar sua marca aqui neste maravilhoso blog postando dois comentários … o foda é que o cara me chamou de drogado, como é que pode? Será que ele não sabe que ninguem é drogado, que drogado é uma questão de estar e não de ser????? Eu fico drogado, claro, você que está lendo também fica nem finja que não porque eu sei, eu to ligado na sua … ou você quando precisa não toma um antibiótico ou antiinflamatóro?????? Pois eh, não tem esse que nunca foi um drogado!!!!

Radiohead "The Bends" (1995)

Radiohead "The Bends" (1995)

Hoje estou aqui no escritório .. sem demanda … sozinho, ouvindo “The Bends” do Radiohead … daqui a pouco o pessoal das salas vizinhas vão começar achar que estou depre e que vou cortar os meus pulsos hehehe … mas que nada, as musicas desses caras são maravilhosas, segundo a critica foi neste abum que abanda atingiu a maturidade musical … este é o segundo album deles após “Pablo Honey” e traz musicas maravilhosas como “High and Dry” e “Fake Plastic Trees” … muito bom mesmo o album, vim ouvindo no carro e não aguentei, trouxe o CD cá para o escritório pois já sabia que daria para ouvir de boa … sem me preocupar em agradar ou desagradar a ninguem, se bem que este disco com certeza agradaria aos demais, um clássico do Rock anos 90. Na minha opinião um dos melhores albuns da história e com certeza ele não foi feito com esta pretensão.

Hoje estou à base de endorfina, chega de depre, o sabado na verdade começa hoje e so acaba depois de amanhã, o final de semana que passou foi pavoroso, neste tudo será diferente, endorfina na veia … hummmmmm … não, na veia não … esse negocio de agulha … não rola não … tenho medo de agulha, sou homem e homem que se preze tem medo de agulha.

Helmet "Meantime" (1992)

Helmet "Meantime" (1992)

Sim, voltando um pouco no tempo antes do Radiohead eu estava ouvindo “Meantime” do Helmet, uma porrada de qualidade, os primeiros “metaleiros” que fugiram do estereótipo, na década de 90, até meados, era comum os metaleiros so usarem roupa preta, calças coladas (bem suspeito isso), cabelos compridos gigantes, etc. e os caras do Helmet tinham cabelo cortado, usavam roupas coloridas, folgadas, bem diferente do padrão … os caras eram muito bons musicos … da banda original hoje so persiste na formação o Page Hamilton, voz, guitarra e alma do Helmet, os demais membros entraram na banda em 2006. O Helmet tem um som alternativo e nada pop, mas mesmo assim fizeram um certo sucesso e tocaram em rádios e tiveram clip sendo passado na MTV.

Vou ficando por aqui no momento, mais tarde ou quem sabe amanhão, ou quando o sábado temrinar dentro de dois dias eu volto aqui para ver o quanto estou ficando famoso hehehehheh!!

Afinal, segundo Eu, eu sou escroto heheheheheheheheh!!!!

Mahalo Clube, Aracajú / SE

Lendo o “Para Colorir” de Ricardo Cury me vi em algumas de suas histórias e lembrei de passagens que ele não citou em seu livro apesar de ter contado a história, uma destas histórias que elke contou e que eu tenho informações “complementares” foi a viagem que fizemos para assistir (no meu caso) uns shows lá no Mahalo Clube em Aracajú … não lembro bem a hora que saímos de Salvador e nem exatamente quem estava no carro, mas lembro que Henrique “Simpson” pegou emprestado sem avisar o chevetão preto do seu pai e pegamos a estrada, na bagagem alguns CDs de uma coletânea, a “UmDaBahia” que deveria ser vendida por lá entre outros itens … já havíamos passado de Praia do Forte pela Linha Verde quando repentinamente uma viatura parada à nossa frente pede que a gente pare, Simpson entrou em desespero pois o carro estava com um cheiro forte de algo nada “legal” e o pior de tudo é que ele além de não usar tal coisa havia “roubado” o carro do seu pai … o policial veio até o carro e pediu os documentos, só me lembro de ter aberto um saco de cheetos e devorá-lo … por sorte o guardinha só checou os documentos e nos liberou, porém mais tarde senti o estômago revirar … também, quem mandou eu comer todo aquele cheetos?

Não lembro exatamente todas as bandas que foram tocar por lá, mas me lembro de ter encontrado com os irmãos Snooze, Fabinho e Rafael e com Adolfo Sá que editava o fanzine Cabrunco Zine e nesta festa lançava o fanzine Mau Mau … não me recordo do show em si, mas lembro que quando tudo terminou fomos para o sítio dos irmãos Snooze, mas éramos tantos que nem todos puderam dormir dentro da casa, eu fui um dos que dormiu no carro, ou tentou dormir pois os mosquitos fizeram a festa no couro dos que se aventuraram em dormir no carro … quando o sol nasceu fomos curtir a piscina e as demais dependências do sítio … mas dormir que é bom eu não dormi direito … na volta atravessamos uma balsa em algum ponto entre Aracajú e Salvador, eu vinha dirigindo o chevetão preto e no banco do carona me recordo que vinha o Marcos Bola (ex. Dinky-Dau e Sangria), lembro que depois da balsa, todos cochilaram, inclusive eu que quase joguei todos em uma ribanceira não fosse o Bola que acordou de repente, pegou o volante e tirou o carro da direção do abismo, nesta hora saí da direção do carro se não eu matava a todos nós.

O importante é que chegamos bem e vivos, só não me lembro como.

K7 e Vinil na década de 80 do século XX, passando pela Stranger’s e ao mp3 de hoje

Não me recordo o ano, mas lembro que era algum Natal da década de 80, Papai Noel já passara a ser uma lenda e além de roupas e um brinquedo ou outro eu ganhei duas coletâneas de vinil duplo dos Beatles, uma azul e outra vermelha … meu pai decidiu me dar estes discos pois eu já a alguns meses não largava mais um vinil acho que de um single dos Beatles, da música “Help” … esses que eu lembre foram os meus primeiros discos de rock … os meus próximos discos foram “Viva!” do Camisa de Vênus, “Pânico em SP” dos Inocetes! E “Powerslave” do Iron Maiden, todos adquiridos em 1986, eu tinha 11 anos e já mostrava a minha veia punk-rock, não lembro quem me influenciou a escolher estes discos, lembro que fui com meu pai a uma loja no centro da cidade escolher meus discos e tenho certeza que as minhas escolhas nem de longe refletem o gosto do meu pai … ouvi a exaustão os discos do Camisa de Vênus e o dos Inocentes!, apenas o do Iron Maiden eu não consegui me habituar com tanta facilidade, definitivamente minha veia não era Metal, o disco tinha a capa muito bonita e tal, ficou por alguns anos guardado e praticamente intocável … não recordo qual fim lhe dei …

Lembro que a partir daí conheci um cara que ostentava a alcunha de “punk”, um dito tatuador com quem inclusive me arrisquei a fazer uns riscos no corpo e que hoje estão sob alguns cover ups , esse “punk” me emprestou o vinil do Rattus, o do PIL (Public Image Ltda) e o “Fresh Fruit …” do Dead Kennedys, copiei os três em K7 e os ouvia a exaustão no meu Walkman Sony top de linha que não lembro também que fim eu dei … ainda em 1986 eu ganhei o K7 de “Dois” do Legião Urbana e passei a conhecer um pouco mais do rock nacional, meu acervo musical já crescia, entre 1986 e 1989 conheci outras bandas como Garotos Podres, Replicantes, Cólera e outras maravilhas do Punk Rock, musicas que embalavam minhas trips de skate pelos bairros da Graça (ladeira Manoel Barreto) e pelas ruas do bairro do Itaigara, até que em 1989 um amigo, Eduardo “Coringa”, foi passar férias nos Estados Unidos e trouxe duas fitas K7 dos Guns N’Roses … essa banda virou febre, lembro ter comprado o CD de “Appetite for Destruction” antes mesmo de ter meu primeiro aparelho para ouvir CD, coisa que fiz com a grana da minha poupança e foi caro, muito caro na época … ai também comecei a lavar a égua, comprava um CD por semana e depois o ritmo foi aumentando até que já tinha mais de 1.000 CDs, todos originais e devidamente catalogados …

Em 1991 já tinha uma coleção significativa de discos, K7s e alguns CDs, dentre eles alguns dos Ramones, banda que passei a ficar fanático voltando à veia Punk, foi quando montei minha primeira banda, nesta época eu estudava no colégio Decisão após ter passado por diversas outras escolas nos últimos anos, o Sérgio “Batman” era da minha sala, ele e o Ivanzinho que nesta época tocava teclado … Eugenio “Bocão” era de outra sala, mas estava sempre com a gente e tocava guitarra … Batman não tocava nada, nem eu, eu tentava tocar violão, mas não muito bem … decidimos então montar uma banda, a The Stranger’S e do nada surgiu a opção de tocar em um bar no bairro do Calabar, aceitamos de primeira, só precisávamos definir quem tocaria o que e que musica tocaríamos … Ivan de tecladista virou baterista (hoje ele é um excelente baixista), Bocão se manteve na guitarra que é o que ele fazia de melhor, Batman assumiu os vocais e eu achei que quatro cordas era mais simples que seis e fui tocar baixo … o show foi uma merda, mas o povo que lá estava, acostumado a ouvir pagodes, não entendeu muito o som e achou que era aquilo mesmo, até gostou, me senti um popstar e na semana seguinte comprei um baixo Tagima, modelo jazz bass que pesava algo em torno de uma tonelada, mas muito bom, tinha um som maravilhoso.

Bom, depois do show a formação não se manteve, Ivan saiu da banda (não me lembro porque), mas continuávamos todos amigos, em seu lugar entrou Léo “Mamão”, primo de Lucas, um dos nossos colegas de sala e uma espécie de empresário de Léo … passamos a ensaiar na garagem da sua casa no Horto Florestal todos os domingos, e outros guitarristas também passaram a fazer parte da banda, entre eles Cláudio “Nickymba” que algum tempo depois assumiu sozinho as guitarras da banda quando gravamos a nossa primeira demo tape em um estúdio no largo Dois de Julho, ficamos um fim de semana inteiro e gravamos umas quatro músicas e graças a esta demo tape nos classificamos para concorrer ao prêmio Cajuba de música, tocaríamos duas músicas, uma delas “Fucking Great”, era um punk rock tosco, sem arranjos, guitarras cruas, letra adolescente e em inglês … concorremos com uma pá de bandas de diversos estilos e quem acabou levando o prêmio foi uma banda de metal que não consigo recordar o nome, mas o pessoal da banda já tinha alguma experiência, já haviam tido outras bandas antes e já tocavam a algum tempo, o som deles realmente estava muito bem feito, mas fomos com nosso punk rock tosco até as semifinais e eu consegui no ultimo dia ter acesso aos camarins e entregar em mãos a nossa fita demo (ou demo tape como era mais comum na época) ao Marcelo Fromer dos Titãs com quem troquei uma idéia e ele disse gostar de punk rock, o que nos deixou inocentemente esperançosos … a banda passou por mais uma mudança na sua formação com a saída de Nicky e a entrada de Iuri “Sariga” e Pedro, antes disso participou de outro festival, a Amostra de Som do IECBA na antiga Krypton junto com a excelente banda Úteros em Fúria e depois de mais um festival na Ladeira da Barra, fora alguns shows que arrumamos por ai …

Foi com a Stranger’S que conheci grandes amigos, entre eles o Ricardo Spencer que colecionava CDs e era fanzão dos Dead Kennedys, o Peu Souza (ex. Mayonaise Love, Dois Sapos & Meio e milhares de bandas) que tentou me ensinar a tocar alguma coisa e muito me incentivou a ser do rock, foi com estes dois que conheci as primeiras bandas “diferentes” como Janne’s Addiction, Living Colour e outras … me lembro de uma vez quando eu e Spencer conseguimos pelo correio catálogos das lojas de CD do Rio de Janeiro, escolhemos algumas coisas que não conhecíamos e pedimos pelo correio, lembro de ter comprado Butthole Surffers, “Slanted & Enchanted” do Pavement, um disco dos Lemonheads e um do Dinosaur Jr., não conhecia nada disso e me encantei quando recebi os CDs … o Spencer pediu um do Flaming Lips (acho que o Pavement também) e outros que não recordo agora …

Lembro quando fui ao Rio de Janeiro com a Dinky-Dau para um show que eles fariam com a banda Ocaso e fomos um dia passear pelas lojas alternativas, fomos na Spider e lá adquiri a demo do The Cigarrettes, do Stellar, uma demo do Speed Whale, o CD do Second Come, um disco pirata ao vivo do Nirvana (que nesta época era a melhor banda do mundo para mim) e milhares de outras demos … não me recordo se um ano ou menos depois fui para o Hollywoodrock em São Paulo, fui para passar um fim de semana e acabei ficando 15 dias por lá e trouxe na mala muitos CDs, foi a felicidade ir visitar a Galeria do Rock e fazer “A” feira …

Hoje as coisas são diferentes, desde o CD NOW a Internet comanda a musica, antes a gente ficava sabendo quais eram as novidades e hoje com menos cliques ainda em minutos as novidades estão no meu computador, parei de colecionar CDs, ainda tenho muitos, muitos perdi emprestando e nunca mais os vendo de volta … bom, viva o mp3!!