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No templo da nata do: ó eu, eu estou aqui, não tenho nada, não sou ninguém, mas faço pose e vivo de aparência

Sexta a noite já era inicio do sábado, sai de casa às 22:30h em direção à Pituba dando aquele rolé e verificando as Blitz da cidade, passei pela Av. ACM, pela Av. Oceanica e pela Garibaldi verificando onde estas estavam sendo montadas já pensando na volta … eu ja disse aqui antes que eu não costumo beber, aliás eu disse que eu não bebo, mas na verdade eu até dou meus goles, porém de preferência quando se trata de um Whiskyzinho e quanto mais viejo mejor … nessa madruga eu estava indo a um acasa noturna soteropolitana, aquelas onde só a nata do “ó eu, eu estou aqui” frequenta … cheguei cedo e já estava impossível de se estacionar … o cabra que cobra o estacionamento queria me cobrar R$5,00 adiantados … rí na cara dele, dei R$2,00 e disse que até daria mais R$1,00 no máximo se ele estivesse alí, tomando conta do meu carro quando eu saísse … adivinhem … ele não estava lá …meu carro foi um dos últimos ali.

Do lado de fora tinha uma pá de gente, fui o primeiro a chegar (do povo com quem combinei), fiquei esperando o resto do povo que para a minha felicidade não demoraram (muito) e pude rever amigos que a muito não vejo e também conhecer pessoas novas (respectivos e respectivas) … para entrar não pegamos a fila, éramos VIP (Very Important Penetra como diria Batman hauhauahua ), mas deu para entender o porque da fila, a burocracia é muito grande, acho que para tudo você tem que mostrar a sua RG, se duvidar até para ir ao banheiro, o controle é excessivo ou já levaram muito calote ou não sei … agora imagine, so a nata do leite frequenta esse lugar, arrotando pose e vantagens, se uma segurança desse nível é necessária significa que? Esse povo é caloteiro! Veja se nas casas destinadas ao povo mais humilde (que pagam em dinheiro vivo e à vista) é asim?

Bom, quando entramos percebi que a tal da Madrre nada mais é que a Krypton de nome novo e menos espaço interno, o mesmo galpão, me lembrou quando toquei lá em 1993 com a minha banda na época, a Stranger’s … sim, e para a minha surpresa a casa estava vazia, quase sem uma alma dentro … fomos ao bar ver os preços dos Whiskys … nooooooossssa, uma dose de Balla 8 anos custaR$12,00, um 12 anos R$14,00 e uma garrafa de 18 anos somente a bagatela de R$350,00 … comecei a noite de bico seco, felizmente ainda estava em condição alpha, mas alguma boa alma me apareceu com uns copos big de uma Vodka de qualidade o que conseguiu segurar os bocejos …

A noite foi divertida,me disseram que eu me sentiria deslocado, mas que nada, isso é lenda, lenda total, primeiro porque conheço algumas pessoas, é dificil ir a um lugar e não conhecer ninguem, e segundo porque 90% de quem está alí está na caça, querendo conhecer gente nova, não é dificil se enturmar, e talvez por ser alternativo ao estilo comum do local e estar sempre olhando por cima seja motivo para propiciar aproximações … a noite foi longa, só saí de lá às 5:00h, isso porque lembrei que tinha um compromisso às 7:00h … eu fui???? Que naaaaaaaaaada!!! Hehehehehe

Bom, na volta para casa vim por caminhos alternativos, na ida vi algumas Blitz sendo montadas e comc erteza todas estavam no meu caminho, gastei mais gasolina e um pouco mais de tempo, mas vim por atalhos … pelo menos consegui um rolézinho.

Ah, o som … o priemeiro Dj, o tal de Santz, da casa, não me convenceu muito não, mas também eu já sabia que não podia esperar muito de sets de boates, são sets feitos para agaradar ao público e não com a alma de quem a executa, não vou julgar a qualidade do som do Dj, mas na festa “City of Trance” ele deixou muito a desejar … mas a estrela da noite foi o Dj Enrico Masiero, começou com algo semelhante a House, depois acelerou e encaixou um D&B e viajou no trance, mas um trance em velocidades camera lenta, também acho que deixou um pouco a desejar, os melhores momentos foram quando Bruno Mocotó assumiu a percusão, Ulysses Leal o violino e Mara Mathos os vocais acompanhando o Masiero em lives bem legais …

Bom, o melhor da casa não é o som, que não é ruim também, mas não é o forte ou não foi na festa que eu fui, mas o ambiente, o clima, é engraçado, irei mais vezes com certeza …

Bom, o sabado ainda está começando, xo ir descansar um pouco que já já quando o sol esfriar tem mais o que se fazer na city.

Hasta pronto!

Funky Core

Mais um rolé pela night soteroplitana … na verdade passei a tarde no escritório, hoje, sem demanda … como não atrapalhava o andamento do trabalho eu cheguei até a deixa o meu MSN (ou Windows Live Messenger) online, porém como ocupado … é engraçado como o símbolo ocupado na verdade significa: “por favor, só estou a fim de falar com as pessoas mais intimas”, porque se eu realmente tivesse ocupado eu provavelmente não teria entrado no MSN, não é não?

Biohazard "State of the world adress" (1994)

Biohazard "State of the world adress" (1994)

Mas como não estou mais acostumado a ficar online não tive paciência para mantermuitas conversas não, porém tive uma conversa importante sobre um projeto de criação de uma empresa e também foi graças a esta ferramenta que acabei marcando o rolé de hoje … foram dois … ao sair do trampo fui buscar o “brother” e fomos no campus da UFBA, onde encontramos mais algumas pessoas com objetivos semelhantes que era o de sair de casa e trocar uma idéia para expandir um pouco a mente, e o papo foi bastante variado e depois destilamos ouvindo Biohazard, mais precisamente o albúm “State of the world adress” e conversando sobre Hard Core, ouvimos também o albúm “Mantra” do Shelter e o clássico “The plague that makes your body move…do projeto It’s the Infectious Grooves, uma boa seleção de som, muita porrada com qualidade … boa seção … uma distilada boa … depois paramos em um posto na Av. ACM para ir no am pm que tem um daqueles hamburques que vem em embalagem hoje e em dia, prontos, basta pôr a embalagem no microondas e em alguns minutos esta pronto o seu sanduiche, lá um destes sanduiches é vegetariano e consste de um hamburgur de soja grelhado e queijo entre duas bandas de pão de hamburger … e até que o troço é bom, porém enche … a depender da larica é um bom rango … e não é caro … 5,85 … se bem que um sanduiche vegetariano de 15cm da Subway é uma opção de respeito.

Nirvana "From the Muddy Banks of the Wishkah" (1996)

Nirvana "From the Muddy Banks of the Wishkah" (1996)

Mais tarde, após deixar o brother em casa fui lá em Pituaçú e na volta passei na Pituba para depois vir para casa ouvindo “From the Muddy Banks of the Wishkah“, o albúm ao vivo (bootleg) do Nirvana, um excelente album, em alguns momentos deu para imaginar o show devido a qualidade do som … um bom disco … vários clássicos: “School“, “Drain You, “Aneurysm“, “Smells like teen spirit“, “Been a Son“, “Lithium“, “Sliver“, “Spank Thru“, “Scentless Apprentice“, “Heart-shaped Box“, “Milk It“, “Negative Creep“, “Polly“, “Breed“, “Tourette’s” e “Blew” … que foram gravadas em diversos shows ao redor do mundo como em Amsterdam, Del Mar Fairgrounds, California, Massachusetts, Roma, Seattle e no Reino Unido …

O Nirvana é para mim uma das melhores bandas de todos os tempos, um ícone, mostrando que musica de qualidade não precisa de enfeite, quando é boa é boa mesmo sendo simples e objetiva.

It's the Infectious Grooves "The Plague That Makes Your Booty Move..." (1991)

It's the Infectious Grooves "The Plague That Makes Your Booty Move..." (1991)

Antes do Nirvana repeti algumas músicas do It’s the Infectious Grooves …nada a ver com Nirvana hehehe, mas tem um baixão funkeado muito bom … a formação do projeto é Mike Muir (Suicidal Tendencies) na voz, Adam Siegel (ex-Suicidal Tendencies), o excelente baixista Robert Trujillo (ex-Suicidal Tendencies e atualmente Metallica) e o baterista Stephen Perkins (ex-Jane’s Addiction) quem gosta de um som bem pesado com uma batida bem funk ouça o projeto, altamente recomendado … o Red Hot Chilli Peppers com certeza ouviu muito ele. As musicas “Punk it Up“, “Therapy” and “I look funny?“, excelentes musicas …

Quanto ao percurso, sem nenhuma novidade fora o fato que hoje tinha bastante gente na rua e era terça-feira …